A semana política em Brasília será marcada por movimentações relevantes no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, em meio a uma agenda que combina temas trabalhistas, comércio internacional, regulação digital e indicadores econômicos. O principal foco político está na expectativa de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, formalize o despacho da Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), permitindo o início oficial de sua tramitação na Casa.
A medida representa um passo importante para uma das propostas que mais têm mobilizado o debate público sobre relações de trabalho no país. O encaminhamento à CCJ abrirá a fase de análise de constitucionalidade e mérito da matéria no Senado, após sua movimentação na Câmara dos Deputados.
Enquanto isso, na Câmara, a atenção estará voltada para a possível ratificação do Acordo Comercial Mercosul-EFTA, considerado estratégico para a ampliação da presença brasileira em mercados europeus. O tratado envolve os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) — Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — e busca ampliar o fluxo comercial, reduzir barreiras tarifárias e fortalecer investimentos entre os blocos econômicos.
O avanço da matéria é visto como uma das principais pautas internacionais em análise no Congresso Nacional e pode representar um importante passo para a diversificação das relações comerciais do Mercosul.
No Senado, além da discussão sobre a PEC da escala 6×1, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deverá ouvir Nelson Antônio de Souza, presidente do Banco de Brasília (BRB), para prestar esclarecimentos sobre o caso envolvendo o Banco Master e sua relação com a instituição financeira pública do Distrito Federal. O tema vem sendo acompanhado com atenção por parlamentares e agentes do mercado financeiro devido aos possíveis impactos sobre o sistema bancário.
No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) terá uma pauta de grande repercussão institucional e política. A Corte deverá julgar uma ação que discute a ampliação da responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilícitos e pela disseminação de desinformação nas redes sociais, tema que envolve liberdade de expressão, regulação tecnológica e responsabilidade das empresas de tecnologia.
Os ministros também analisarão um processo sobre o compartilhamento de dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas com o Ministério Público Eleitoral sem autorização judicial prévia. O julgamento poderá produzir efeitos relevantes sobre investigações eleitorais e mecanismos de fiscalização de ilícitos no processo democrático.
No campo econômico, a semana será marcada pela divulgação de indicadores acompanhados de perto pelo governo e pelo mercado. Na quinta-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica os dados do setor de serviços referentes ao mês de abril. Já na sexta-feira (12), será divulgado o resultado da inflação oficial de maio, indicador fundamental para as expectativas econômicas e para as decisões de política monetária.
Agenda da Semana
Terça-feira (9)
- Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ouve Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, sobre o caso Banco Master e sua relação com o Banco de Brasília.
Quarta-feira (10)
- Câmara dos Deputados poderá apreciar e ratificar o Acordo Comercial Mercosul-EFTA;
- STF julga ação sobre responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilícitos e desinformação;
- STF analisa ação sobre compartilhamento de dados fiscais com o Ministério Público Eleitoral.
Quinta-feira (11)
- IBGE divulga os dados do setor de serviços referentes ao mês de abril;
- Início da Copa do Mundo da FIFA.
Sexta-feira (12)
- IBGE publica o resultado da inflação oficial de maio.
Destaques da Semana
- Cresce a expectativa pelo anúncio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o despacho da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça, dando início à tramitação formal da proposta na Casa.
- Na Câmara dos Deputados, a possível ratificação do Acordo Comercial Mercosul-EFTA poderá representar um avanço relevante na integração econômica entre o Mercosul e os países europeus integrantes da Associação Europeia de Livre Comércio, ampliando oportunidades comerciais e de investimentos.