Levantamento traz melhora entre mulheres, católicos e faixa de 35 a 59 anos; apoio a isenção do IR até R$ 5 mil é de 79%
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta (8) mostra empate técnico entre aprovação e desaprovação do governo Lula: 49% desaprovam e 48% aprovam a gestão. Outros 3% não souberam responder. A margem de erro é de ±2 p.p. e o campo ocorreu entre 2 e 5 de outubro com 2.004 entrevistas presenciais. É o melhor patamar de aprovação de 2025 e a 1ª vez desde janeiro que os indicadores voltam a empatar dentro da margem.
Tendência no ano
Após um pico de rejeição em maio (57% de desaprovação vs. 40% de aprovação), a série mostra recuperação gradual do governo: 43% em julho, 46% em agosto e agora 48% em outubro, enquanto a desaprovação caiu de 57% (maio) para 49%.
Recortes que explicam o movimento
- Mulheres: voltam a aprovar mais do que desaprovar (52% x 45%), após empate em setembro.
- Católicos: retomam saldo favorável (54% aprovam; 44% desaprovam).
- Renda alta (≥5 SM): quadro de empate (52% desaprovam; 45% aprovam), após rejeição mais acentuada até setembro.
- Idade 35–59: virada do saldo — agora 51% aprovam e 46% desaprovam (em setembro, era o inverso).
- 60+: empate (50% aprovam; 46% desaprovam), depois de vantagem pró-governo em setembro.
- Bolsa Família: melhor resultado do ano — 67% aprovam (31% desaprovam). Entre não beneficiários, 53% desaprovam e 44% aprovam.
Agenda e economia no pano de fundo
A pesquisa captou efeitos de fatos recentes: 49% avaliam que Lula saiu mais forte após o encontro com Donald Trump na ONU (27% dizem mais fraco); e 79% apoiam isentar o IR para quem ganha até R$ 5 mil. A percepção de que a economia piorou no último ano recuou.
Avaliação do governo (escala geral)
- Positivo: 33% (31% em setembro)
- Negativo: 37% (38%)
- Regular: 27% (28%)
- NS/NR: 3% (3%)
Metodologia: 2.004 entrevistas presenciais (2–5/out), margem de erro ±2 p.p. e confiança de 95%.
Leitura rápida: Lula zera a distância aberta no 1º semestre, volta ao empate técnico e melhora em nichos-chave (mulheres, católicos e 35–59 anos), enquanto temas econômicos — como IR até R$ 5 mil — e a cena externa (encontro com Trump) ajudam a reduzir a rejeição.