DESDE 2013

Radiografia preliminar da disputa nos estados: Governo e Senado Federal

Thiago Rego de Queiroz[i]

Nas eleições gerais deste ano, os eleitores brasileiros irão às urnas para eleger deputados (estaduais, distritais e federais), senadores, governadores e o presidente da República. Pelo sistema majoritário, além da escolha do Presidente da República e de seu Vice-Presidente, estarão em disputa 54 cadeiras do Senado Federal — o equivalente a dois terços de sua composição —, bem como os 27 governos estaduais.

Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo apresentar uma projeção inicial da reconfiguração do Senado Federal a partir de 2027, considerando tanto a composição atual quanto os cenários projetivos mínimos e máximos identificados nas disputas estaduais. A análise busca captar as tendências indicadas pelas primeiras pesquisas divulgadas até o momento em cada unidade da federação. O autor pretende atualizar esse levantamento à medida que as candidaturas forem sendo consolidadas nas convenções partidárias.

Adicionalmente, o estudo apresenta uma projeção da futura composição partidária dos governos estaduais, com base na identificação de candidaturas classificadas como favoritas e competitivas em cada unidade da federação. Essa abordagem permite estimar não apenas o piso de poder de cada partido, mas também seu potencial de expansão no comando dos Executivos estaduais.

Por fim, será apresentada uma síntese do panorama das referidas disputas nas 27 unidades da federação. Embora as candidaturas e os arranjos eleitorais ainda estejam em processo de consolidação, o artigo busca interpretar o retrato atual e antecipar, a partir dos sinais disponíveis, os possíveis desdobramentos no pós-eleição.

No tocante à disputa pelo Senado Federal, a consolidação dos dados aponta para um cenário de significativa reconfiguração da Casa, com destaque para o fortalecimento do protagonismo de partidos de direita e centro-direita, em especial o PL, que se apresenta como o principal vetor de expansão nesse ciclo eleitoral.

O PL desponta como o principal beneficiário do ciclo eleitoral, partindo de uma bancada atual de 17 senadores – já adesões recentes – para um piso já elevado de 21 cadeiras no cenário projetivo mínimo, podendo alcançar até 36 no cenário máximo.

Em um segundo pelotão, PT e MDB aparecem como os principais competidores. O PT, com bancada atual de 10 senadores, apresenta um intervalo projetivo entre 6 e 17 cadeiras. Já o MDB, atualmente com 11 senadores, oscila entre 6 e 15 cadeiras, mantendo-se como força relevante.

O PSD, embora detenha uma das maiores bancadas atuais (13 senadores), apresenta elevada volatilidade no cenário projetado: seu piso é bastante reduzido (apenas 2 cadeiras), enquanto o teto alcança 14. Esse descolamento decorre, em grande medida, do fato de o partido concentrar o maior número de parlamentares em final de mandato, sendo que apenas dois possuem mandato até 2031 — um deles, inclusive, com alta competitividade para disputar e vencer o governo de seu estado.

O PP e o Republicanos apresentam trajetórias de crescimento potencial. O PP pode sair de 6 para até 13 cadeiras, enquanto o Republicanos pode atingir até 9, partindo de uma base atual de 6. O União Brasil também merece destaque, com potencial de expansão relevante: de 3 cadeiras atuais para até 10 no cenário máximo, com piso de 4.

Já o PSB apresenta estabilidade relativa, oscilando entre 3 e 6 cadeiras, partindo de 5 atualmente, enquanto partidos como PSDB e PDT mostram baixa capacidade de expansão, com tetos limitados a 3 cadeiras.

Em síntese, o cenário projetado indica: (i) fortalecimento expressivo do PL como polo dominante; (ii) disputa relevante entre PT e MDB pelo segundo espaço de poder; (iii) elevada incerteza para partidos de centro como PSD; e (iv) fragmentação persistente, com 11 a 14 partido com representação na Casa Alta do Parlamento.

O levantamento já considera as mudanças partidárias dos senadores Efraim Filho (PL), Sérgio Moro (PL), Alan Rick (Republicanos) e Ângelo Coronel (Republicanos), bem como a última filiação partidária do senador Giordano (MDB).

No que se refere à situação geral dos atuais governadores, observa-se um cenário de significativa movimentação política para 2026. Dos 27 chefes de Executivo estadual, 11 (40,7%) devem disputar o Senado Federal. Outros nove governadores (33,3%) tendem a buscar a reeleição, enquanto cinco (18,5%) devem permanecer no cargo até o fim do mandato, sem disputar novas posições no próximo pleito. Por fim, outros dois governadores se colocam, ao menos neste momento, como pré-candidatos à Presidência da República.

Assim, no grupo dos governadores que tendem a disputar o Senado — composto por 11 nomes, já considerando Eduardo Leite e também Cláudio Castro, que poderá vir a ficar inelegível —, sete são classificados como favoritos, enquanto quatro aparecem como competitivos.

Entre os nove governadores que devem disputar a reeleição, o cenário também é relativamente favorável. Cinco são apontados como favoritos, três aparecem como competitivos e apenas um se encontra em posição desfavorável. Isso indica uma taxa de sucesso potencial relevante.

O PSD desponta como o partido com maior presença nas disputas para os governos estaduais, combinando o maior número de candidaturas competitivas com um piso relevante de favoritos. Ainda que não lidere de forma isolada no critério de favoritismo.

Logo em seguida aparece o PL, com apenas um favorito, mas ampla presença em candidaturas viáveis. O partido apresenta um dos maiores tetos de crescimento, especialmente em regiões como Sul, Centro-Oeste e Norte.

O MDB mantém seu perfil histórico de capilaridade, com presença relevante em diversos estados. Seu desempenho projetado indica estabilidade relativa, com capacidade de ampliação. Já o Republicanos apresenta um modelo mais concentrado, com menor número de candidaturas, porém com potencial competitivo relevante.

No campo da centro-esquerda, o PT permanece com favoritismo em diversos estados da região nordeste, especialmente em estados onde há incumbência ou forte estrutura partidária. Já o PSB, possui favoritismo em seu berço político.

Partidos como PSDB e União Brasil aparecem sem candidaturas favoritas, mas com alguma inserção em disputas competitivas.

ACRE

Os três senadores da bancada do Acre devem disputar o pleito de 2026, sendo Márcio Bittar (PL) e Sérgio Petecão (PSD) candidatos à reeleição, enquanto Alan Rick (Republicanos) tende a disputar o Palácio Rio Branco.

Na disputa pelo governo estadual, Alan Rick desponta como favorito, com variação entre 40% e 51% das intenções de voto, a depender do cenário. Seu principal adversário, segundo as pesquisas, é o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), que aparece entre 24% e 30%, podendo crescer em caso de candidatura consolidada pelo partido. Bocalom, todavia, pode sair da disputa, caso seu partido opte por apoiar a candidatura de Rick. Já Mailza Assis (PP), candidata do atual governador, registra entre 15% e 21%, mantendo-se como alternativa competitiva. Nos cenários apresentados, Thor Dantas (PSB) aparece com cerca de 5% a 6%. Caso Alan Rick seja eleito governador, seu suplente, Gemil Salim de Abreu Júnior (Republicanos), assumiria o mandato no Senado Federal.

No cenário para o Senado, Bittar aparece competitivo, oscilando entre 17% e 19% das intenções de voto, na segunda colocação, atrás do atual governador Gladson Cameli (PP), que lidera com 24% a 29%, a depender do cenário. Já Petecão enfrenta maior dificuldade, com patamares mais baixos, variando entre 5% e 7%. Na disputa, também se destacam o atual presidente da Apex, Jorge Viana (PT), que aparece com cerca de 14% a 17%, além de Jéssica Sales (MDB) e Mara Rocha (Republicanos), que oscilam entre 9% e 14%. Os dados foram retirados de levantamento realizado pelo instituto Real Time Big Data, de dezembro de 2025.

Nesse contexto, a eventual candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto tende a contar com o apoio dos principais postulantes ao governo estadual — Alan Rick, Tião Bocalom e Mailza Assis. O presidente Lula, por sua vez, enfrenta maiores dificuldades para estruturar palanque competitivo, tendo como alternativas nomes como Thor Dantas e Tião Viana.

Mantido esse cenário, o PSD poderá perder uma cadeira no Senado, com ganho correspondente para o PP. Cabe salientar, ainda, que na atual janela partidária o senador Alan Rick trocou o União Brasil pelo Republicanos, mesmo partido de seu suplente.

ALAGOAS

Dois dos três senadores da bancada alagoana devem disputar as eleições de 2026: Renan Calheiros, que buscará a reeleição, e Renan Filho, que pretende retornar à disputa pelo Palácio República dos Palmares. Já o atual prefeito de Maceió, JHC, hoje filiado ao PL, sinaliza migração para o PSDB com o objetivo de concorrer ao governo estadual. Esse movimento pode afastar o apoio do PL no estado e fragilizar a construção do palanque de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, que tende a enfrentar dificuldades de articulação local.

No cenário para o Executivo, Renan Filho apresenta desempenho competitivo. Quando enfrenta o atual prefeito de Maceió, JHC, aparece com cerca de 40,9% das intenções de voto contra 47,6% do adversário. Sem JHC na disputa, Renan Filho assume a liderança alcançando 51,3%, frente a 34,7% de Alfredo Gaspar (União), segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, de dezembro de 2025.

Na disputa pelo Senado, o cenário se apresenta fragmentado, com ao menos cinco candidaturas competitivas para as duas vagas em jogo. Renan Calheiros e Alfredo Gaspar despontam como favoritos. Na sequência, aparecem Arthur Lira, Davi Davino Filho e Paulão. Além desses nomes, é provável que JHC lance a candidatura de sua esposa, Marina Cândia, possivelmente pelo PSDB, o que pode reforçar a competitividade do grupo no pelotão de frente. Por fim, na hipótese de Renan Filho ser eleito governador, seu suplente, Fernando Farias (MDB), assumirá de forma definitiva o mandato no Senado Federal.

Nesse contexto, o presidente Lula conta com o palanque de Renan Filho como principal suporte ao seu projeto de reeleição no estado. Por outro lado, Flávio Bolsonaro ainda depende de arranjos políticos locais, podendo vir a contar com apoio parcial de JHC ou de Alfredo Gaspar, a depender da configuração final das candidaturas.

No tocante à distribuição das cadeiras no Senado, o cenário permanece em aberto. O MDB tende a largar em vantagem, permanecendo com duas vagas, enquanto a terceira cadeira tende a ser disputada por União Brasil, PP, PL ou PSDB, especialmente em função do posicionamento partidário do grupo político liderado por JHC.

AMAZONAS

Os três senadores da bancada do Amazonas devem disputar o pleito de 2026. Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) devem disputar a reeleição, enquanto Omar Aziz (PSD), cujo mandato vai até 2031, se posiciona como candidato ao Palácio Rio Negro. O cenário indica um pleito disputado tanto para o Executivo quanto para o Senado.

Na corrida pelo governo do estado, a disputa tende a ser polarizada entre Omar Aziz (PSD), que dará suporte ao presidente Lula (PT), e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL), que será palanque de Flávio Bolsonaro (PL); já o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), se apresenta como terceira via. Segundo a pesquisa Quaest (13/03), Omar Aziz lidera no cenário estimulado, com cerca de 33%, podendo alcançar entre 43% e 47% em simulações de segundo turno, dependendo do adversário. Já David Almeida aparece com aproximadamente 23%, enquanto Maria do Carmo Seffair registra cerca de 21%.

Por outro lado, levantamento da Atlas Intel (18/03) indica um cenário ainda mais apertado, com Maria do Carmo Seffair na liderança numérica, com 41,8%, seguida muito de perto por Omar Aziz, com 40,4%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Nesse cenário, David Almeida apresenta desempenho mais modesto, com cerca de 9,9%. O empate técnico permanece nas simulações de segundo turno.

Na disputa para o Senado, o cenário também é competitivo, com quatro nomes principais disputando duas vagas. Eduardo Braga aparece entre 19,3% e 28%, mantendo posição de destaque; enquanto Capitão Alberto Neto (PL) apresenta crescimento consistente, variando entre 19% e 24%, figurando como um dos favoritos. Na sequência, Plínio Valério oscila entre 11% e 17,4%, e Marcelo Ramos (PT) registra entre 15,3%, dependendo do cenário. Caso Omar Aziz seja eleito governador, sua suplente, a ex-vereadora Cheila Vieira Moreira (PT), assumirá o mandato no Senado Federal.

AMAPÁ

No Amapá, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Lucas Barreto (PSD) e Randolfe Rodrigues (PT) buscarão a reeleição, enquanto Davi Alcolumbre (União), com mandato até 2031, não participará diretamente da disputa eleitoral.

Na corrida pelo Palácio do Setentrião, o atual prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), desponta como franco favorito, apresentando ampla vantagem sobre o atual governador Clécio Luís (União). Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas (17/03), Dr. Furlan registra cerca de 65,1% das intenções de voto, contra 25,3% de Clécio Luís, o que indica um cenário de menor competitividade.

Na disputa para o Senado, por sua vez, o cenário é mais competitivo. A deputada Rayssa Furlan (Podemos) lidera com ampla vantagem, alcançando cerca de 63,8% das intenções de voto. Na sequência, Lucas Barreto aparece com aproximadamente 46,2%, enquanto Randolfe Rodrigues registra cerca de 39%, configurando uma disputa direta pela segunda vaga. Em patamar inferior, Waldez Góes (PDT) e Acácio Favacho (MDB) surgem com cerca de 14% a 15.

Na disputa nacional, o presidente Lula deverá contar com o suporte do governador Clécio Luís, enquanto Flávio Bolsonaro tende a ter como principal palanque o prefeito de Macapá, Dr. Furlan.

No que se refere à disputa pelo Senado, o Podemos desponta como favorito para uma das vagas, enquanto PSD e PT devem polarizar a disputa pela segunda cadeira. Já o União manterá a terceira vaga.

BAHIA

Na Bahia, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Jaques Wagner (PT) e Ângelo Coronel (Republicanos) buscarão a reeleição, enquanto Otto Alencar (PSD), com mandato até 2031, permanecerá fora da disputa.

A corrida ao Palácio de Ondina tende a ser marcada por forte polarização entre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data (12/03), ACM Neto aparece numericamente à frente, com cerca de 44% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues registra aproximadamente 39%.

Na disputa para o Senado, o cenário também apresenta elevada competitividade, com quatro nomes principais disputando duas vagas. O ex-governador Rui Costa (PT) lidera com cerca de 38% das intenções de voto, consolidando-se como principal favorito. Na sequência, João Roma (PL) aparece com aproximadamente 22%, seguido por Jaques Wagner, com cerca de 19%, e Ângelo Coronel, com aproximadamente 15%.

No pleito nacional, o presidente Lula contará com o suporte do governador Jerônimo Rodrigues, enquanto Flávio Bolsonaro deverá ter como principal palanque o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

No que se refere à disputa pelo Senado, o PSD tende a perder uma vaga, diante da ausência de candidatura no pleito, devendo permanecer apenas com o assento de Otto Alencar. Já o PT poderá conquistar de uma a duas cadeiras, sendo que uma delas deverá ser disputada principalmente com o PL, que apresenta candidatura competitiva no estado.

CEARÁ

No Ceará, apenas um senador da bancada deve disputar o pleito de 2026: Eduardo Girão (NOVO), que deverá ser candidato ao Palácio da Abolição. Camilo Santana (PT), com mandato até 2031, e Cid Gomes (PSB), em final de mandato, permanecem fora da disputa.

Na corrida pelo governo estadual, a disputa se apresenta competitiva, com vantagem inicial para Ciro Gomes (PSDB), que lidera com cerca de 44,5% das intenções de voto, segundo o instituto Paraná Pesquisas (02/03). O atual governador Elmano de Freitas (PT) aparece em segundo lugar, com aproximadamente 35,3%, enquanto Eduardo Girão registra cerca de 7%.

Na disputa para o Senado, o cenário varia conforme a configuração das candidaturas, mas aponta para uma disputa relativamente aberta pelas duas vagas. No primeiro cenário, Capitão Wagner (União) lidera com cerca de 46,9%, seguido por Eunício Oliveira (MDB), com aproximadamente 33,2%, e Luizianne Lins (PT), com 26,9%. Outros nomes aparecem em patamares inferiores, como Júnior Mano (PSB), Alcides Fernandes (PL) e Estevam Theophilo (NOVO), todos na faixa de 7% a 14%.

Já no segundo cenário, Roberto Cláudio (União) assume a liderança com cerca de 41%, seguido novamente por Eunício Oliveira, com 34,4%. Na sequência, José Guimarães (PT) aparece com cerca de 19,4%, enquanto os demais candidatos — como Júnior Mano, Alcides Fernandes, Estevam Theophilo e Chiquinho Feitosa (Republicanos) — apresentam variação entre 6,6% e 14,6%.

No pleito nacional, o presidente Lula contará com o suporte do governador Elmano de Freitas, enquanto Flávio Bolsonaro poderá contar com o apoio de parte do palanque de Ciro Gomes (PSDB), que tende a priorizar a disputa local, mantendo-se mais distante da corrida presidencial.

Na disputa pelo Senado, o PSB e o Novo devem perder os atuais assentos. O União desponta como favorito para uma das vagas, enquanto PT e MDB disputam a outra. Nesse contexto, o PT pode ficar com até duas cadeiras, o União tende a garantir uma vaga, e o MDB disputa uma vaga.

DISTRITO FEDERAL

No Distrito Federal, dos três senadores da bancada, apenas Leila Barros (PDT) tende participar do pleito majoritário. Damares Alves (Republicanos), com mandato até 2031, não deve disputar, e Izalci Lucas (PL), poderá pleitear um assento na Câmara dos Deputados.

A corrida pelo Palácio do Buriti tende a ser fortemente influenciada pelo campo bolsonarista, especialmente pela candidatura que vier a ser ungida pela ex-primeira dama, Michele Bolsonaro. A vice-governadora Celina Leão (PP) aparece como pré-candidata natural do grupo governista e potencial herdeira política do atual governador Ibaneis Rocha (MDB). No entanto, seu desempenho eleitoral está diretamente condicionado ao apoio de Michele Bolsonaro (PL). O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) surge como opção competitiva dentro do mesmo campo político e pode, inclusive, obter apoio do PL, a depender das articulações. No campo da centro-esquerda, Ricardo Capelli (PSB) e Leandro Grass (PT) aparecem como pré-candidatos, mas ainda sem densidade eleitoral comparável aos nomes associados ao bolsonarismo.

Na eleição para o Senado, Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) despontam como favoritas para as duas vagas em disputa. No campo da esquerda, Érika Kokay (PT) aparece como principal nome competitivo. Já o governador Ibaneis Rocha (MDB) também figura como possível candidato ao Senado. Nesse contexto, o Republicanos tende a manter a cadeira atualmente ocupada, enquanto o PL desponta como favorito para conquistar as duas vagas em disputa.

ESPÍRITO SANTO

No Espírito Santo, os três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Podemos) devem buscar a reeleição, enquanto Magno Malta (PL), com mandato até 2031, poderá disputar o Palácio Anchieta.

Na corrida pelo governo estadual, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), aparece de forma consistente nas pesquisas de intenções de votos, variando entre 33% e 35%. Ele divide a liderança com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que também registra cerca de 27% a 35% das intenções de voto. Magno Malta, por sua vez, teria entre 15% e 17%, Arnaldinho Borgo (PSDB), com cerca de 23%, e Helder Salomão (PT) aproximadamente 8%.

Na disputa para o Senado, o atual governador Renato Casagrande (PSB) lidera em todos os cenários, variando entre 28% e 31% das intenções de voto, consolidando-se como principal favorito a uma das vagas. A segunda vaga, por sua vez, permanece em aberto. Sérgio Meneguelli (PSD) aparece entre 13% e 16%, enquanto Lorenzo Pazolini, que também é testado na disputa para o governo estadual, surge com cerca de 17%. Outros nomes relevantes incluem Rose de Freitas, variando entre 8% e 13%, e Maguinha Malta, com cerca de 10% a 11%. Os atuais senadores apresentam desempenho mais modesto: Fabiano Contarato registra cerca de 8%, enquanto Marcos do Val oscila entre 6% e 7%. O deputado Evair de Melo (PP), que não figurou nas primeiras pesquisas, poderá lançar candidatura ao Senado.

No cenário da disputa presidencial, o presidente Lula tende a contar com o apoio da candidatura de Helder Salomão (PT), enquanto Flávio Bolsonaro busca consolidar alianças com Lorenzo Pazolini ou Magno Malta. Nesse contexto, as projeções iniciais indicam PSB e PSD como possíveis beneficiários na corrida pelo Senado, ao passo que PT e Podemos podem enfrentar perda de espaço.

GOIÁS

Em Goiás, dois dos três senadores da bancada podem disputar as eleições desse ano. Vanderlan Cardoso (PSD), que está em final de mandato, tende a disputar a reeleição, já Wilder Morais (PL), com mandato até 2031, é pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas.

A disputa pelo governo estadual tende a ser influenciada diretamente pelo atual governador Ronaldo Caiado (PSD), que apoia seu vice, Daniel Vilela (MDB), como candidato à sucessão. Vilela aparece na liderança em todos os cenários testados pelo instituto Real Time Big Data (março de 2026), oscilando entre 34% e 36% das intenções de voto. Na sequência, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) aparece com variação entre 24% e 26%. Já Wilder Morais registra entre 12% e 13%. No campo da esquerda, nomes como Adriana Accorsi (PT) e Luis Cesar Bueno (PT) aparecem com cerca de 12% e 4%, respectivamente. O ex-governador José Eliton, por sua vez, surge com cerca de 5%.

Na disputa para o Senado, o cenário apresenta maior fragmentação, com diversos nomes competitivos para duas vagas. A primeira-dama Gracinha Caiado (União) lidera com cerca de 28% das intenções de voto. Na sequência, Gustavo Gayer (PL) aparece com aproximadamente 18%. Outros candidatos aparecem em um segundo pelotão: Zacarias Calil, recém filiado ao MDB, registra cerca de 11%, Alexandre Baldy (PP) cerca de 10%, e Oséias Varão (PL) aproximadamente 9%. Já Vanderlan Cardoso aparece com cerca de 7%.

Na disputa federal, o presidente Lula ainda trabalha para estruturar um palanque competitivo no estado, enquanto Flávio Bolsonaro pode optar por lançar a candidatura própria do partido, através do senador Wilder Morais ou construir uma aliança com o atual vice-governador, Daniel Vilela. Nos cenários iniciais, União Brasil e PL aparecem como favoritos para conquistar os assentos hoje ocupados por PSD e PSB. Além disso, caso Wilder Morais seja eleito governador, sua suplente, Izaura Cardoso — atualmente filiada ao PSD —, pode migrar para o PL, o que contribuiria para manter a terceira vaga sob a influência do partido.

MARANHÃO

No Maranhão, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Eliziane Gama (PSD) e Weverton (PDT), que possuem mandato até 2027, devem disputar a reeleição. Já Ana Paula Lobato (PSB), com mandato até 2031, permanece fora do ciclo eleitoral.

A corrida ao Palácio dos Leões apresenta, nos primeiros cenários, uma polarização entre o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com cerca de 34,6% das intenções de voto, seguido pelo sobrinho do governador, Orleans Brandão (MDB), com aproximadamente 30,3%, enquanto Lahesio Bonfim (Novo) surge com 16,1% e Felipe Camarão (PT) registra cerca de 6,9%.

Nos cenários de segundo turno ou de menor fragmentação, observa-se polarização mais clara: Braide alcança cerca de 47,3%, contra 39,1% de Orleans Brandão, teria em torno de 47,1%. No segundo pelotão, aparecem Lahesio Bonfim (Novo), com cerca de 16,1%, e Felipe Camarão (PT), com 6,9%. Além disso, nomes que não figuraram nas primeiras pesquisas, poderão ser lançados ao pleito, como é o caso do ex-senador Roberto Rocha (Republicanos).

Na disputa para o Senado, o cenário é fragmentado, com diversos nomes competitivos para as duas vagas em disputa. O atual governador Carlos Brandão aparece na liderança com cerca de 34,6%, seguido por Roberto Rocha (Republicanos), com aproximadamente 27,8%. Na sequência, Weverton registra cerca de 20,5%, muito próximo de André Fufuca (PP), com 19,2%, enquanto Eliziane Gama aparece com cerca de 16,8%. Além dos referidos nomes, a deputada Detinha (PL) também poderá entrar na disputa. Em outros cenários, a deputada Roseana Sarney (MDB), aparece com 24,4%, Pedro Lucas Fernandes (União), entre 5% e 10%.

No cenário da disputa pelo Palácio do Planalto, Eduardo Braide pode se posicionar em diferentes direções: poderá oferecer palanque ao presidente Lula, caso firme aliança com o atual vice-governador Felipe Camarão (PT), ou ao senador Flávio Bolsonaro, se optar por uma composição com o PL no estado. Já na corrida pelo Senado, PDT e PSD aparecem em risco de perder espaço, diante do avanço do futuro partido do governador Brandão ou de siglas como Republicanos, MDB, PP e PL.

MINAS GERAIS

Em Minas Gerais, os três senadores da bancada podem disputar o pleito de 2026: Carlos Viana (Podemos) buscará a reeleição, enquanto Rodrigo Pacheco, atualmente no PSD – mas em negociações com MDB e União – e Cleitinho Azevedo (Republicanos), com mandato até 2031, podem disputar o Palácio Tiradentes.

A disputa pelo governo estadual apresenta múltiplos cenários, muito impactado pela disputa presidencial, uma vez que o estado costuma ser fiel da balança na disputa federal. Nas primeiras pesquisas realizadas pelo Real Time Big Data (13/03), o senador Cleitinho aparece com cerca de 34% e 40% das intenções de voto. Rodrigo Pacheco, que ainda busca um partido para lançar sua candidatura, aparece com variação entre 19% e 34%, a depender do cenário. Já Alexandre Kalil (PDT) oscila entre 11% e 25%, enquanto o atual vice-governador, Mateus Simões (PSD), que concorrerá no cargo, apresenta variação entre 9% e 21%. Outros nomes, como Gabriel Azevedo (MDB) e Flavio Roscoe (PL), aparecem com percentuais entre 3% e 13%.

Na disputa para o Senado, o cenário também é fragmentado. Ainda segundo a pesquisa Real Time Big Data, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), lidera com cerca de 20%, seguida por Carlos Viana e Marcelo Aro (PP), ambos com aproximadamente 13%, além de Alexandre Silveira (PSD), com cerca de 11%, e Domingos Sávio (PL), com cerca de 10%.

Já no levantamento do Paraná Pesquisas (17/03/2026), Carlos Viana lidera, variando entre 31% e 32,2%, seguido por Aécio Neves (PSDB), com cerca de 25,5% a 26,1%, e Marília Campos, com aproximadamente 24,1% a 25,7%, e Alexandre Kalil aparece com 23,3%.

No cenário nacional, a disputa segue em aberto. O presidente Lula busca viabilizar a candidatura de Rodrigo Pacheco como forma de estruturar um palanque competitivo para o Palácio do Planalto, enquanto Flávio Bolsonaro avalia lançar o empresário Flávio Roscoe. Também entram no radar alternativas como o apoio a uma eventual candidatura do senador Cleitinho ou do atual vice-governador Mateus Simões.

Na corrida pelo Senado, o PSD pode perder espaço para PT, PP ou PSDB, enquanto o Podemos tende a preservar sua cadeira. Por outro lado, caso Cleitinho seja eleito governador, o Republicanos deve perder o assento para o PL, já que seu suplente, o empresário Alex Sandro Coelho Diniz, é filiado ao partido.

MATO GROSSO DO SUL

No Mato Grosso do Sul, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (Podemos), ambos com mandato até 2027, podem disputar a reeleição. Já Tereza Cristina (PP), com mandato até 2031, apenas será candidata se vier a compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL), como vice-presidente.

Na disputa ao Parque dos Poderes — onde se localiza a sede do Executivo sul-mato-grossense —, o atual governador Eduardo Riedel (PP) desponta com franco favoritismo, registrando cerca de 55% das intenções de voto, segundo levantamento do instituto Real Time Big Data (dezembro de 2025). Na sequência, o ex-deputado Fábio Trad (PT) aparece com aproximadamente 16%, enquanto Marcos Pollon (PL) registra cerca de 11%.

Na disputa para o Senado, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) aparece como favorito para uma das cadeiras, variando entre 31% e 33% das intenções de voto. Na sequência, Capitão Contar (PL) registra cerca de 18%, enquanto Nelsinho Trad oscila entre 16% e 18%. Soraya Thronicke aparece com cerca de 10%, enquanto Vander Loubet (PT) registra aproximadamente 6%.

No cenário nacional, o presidente Lula poderá contar com o palanque do ex-deputado Fábio Trad, enquanto Flávio Bolsonaro tende a buscar o apoio do governador Eduardo Riedel ou de Marcos Pollon.

Na disputa pelo Senado, o Podemos deve perder um assento para o PL, enquanto o PSD disputa a segunda vaga também com o partido. Por outro lado, caso a senadora Tereza Cristina venha a ser eleita vice-presidente, seu suplente, Tenente Portela (PL), assumirá o mandato.

MATO GROSSO

No Mato Grosso, é possível que os três senadores da bancada disputem o pleito de 2026: Jayme Campos (União) e Carlos Fávaro (PSD), que estão em final de mandato, podem disputar o governo estadual e à reeleição, respectivamente. Já Wellington Fagundes (PL), com mandato até 2031, será candidato ao Palácio Paiaguás.

Na disputa pelo Executivo, o senador Wellington Fagundes aparece liderando as primeiras pesquisas, variando de 32,4% a 48,6% das intenções de voto, a depender do cenário. Ele é seguido por Jayme Campos, variando entre 23,4% e 37,9%, e pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), oscilando entre 21,5% 32,8%, enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com cerca de 6,3%.

Na disputa para o Senado, o atual governador Mauro Mendes (União) surge com favoritismo para uma das cadeiras, variando entre 65,6% e 68,3% das intenções de voto. A segunda vaga, por sua vez, também apresenta tendência de consolidação, com Janaína Riva (MDB), variando entre 36,4% e 39,9%; Pedro Taques (PSB) registrando cerca de 16% a 17,9%, enquanto José Medeiros (PL) aparece entre 12,8% e 14,1%. Já o senador Carlos Fávaro aparece com aproximadamente 11,1%.

No cenário nacional, Flávio Bolsonaro aparece melhor posicionado, devendo contar com o palanque de Wellington Fagundes, enquanto o presidente Lula pode ter o apoio da candidatura de Natasha Slhessarenko.

Na disputa pelo Senado, o PSD corre o risco de perder espaço para o MDB, ao passo que o União tende a manter um assento. Por outro lado, caso Fagundes seja eleito governador, o PRD poderá conquistar uma cadeira, em razão da ascensão de seu suplente.

PARÁ

No Pará, apenas um dos três senadores da bancada deve disputar o pleito de 2026: Zequinha Marinho (Podemos), com mandato até 2027, deve disputar a reeleição. Já Beto Faro (PT), com mandato até 2031, permanece fora da disputa. Assim como Jader Barbalho (MDB), que também está em final de mandato, mas deverá ceder lugar a candidatura do seu filho, o atual governador Helder Barbalho (MDB).

Na corrida ao Palácio dos Despachos, a atual vice-governadora Hana Ghassan (MDB), aparece liderando as pesquisas do instituto Real Time Big Data (fevereiro de 2026), variando entre 26% e 35% das intenções de voto. Na sequência, o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (PSB), aparece como principal adversário, com desempenho entre 22% e 25%. Já Mário Couto (PL) registra entre 13% e 19%, enquanto Paulo Rocha (PT) aparece com cerca de 15% em cenário mais amplo. Daniel Santos também é cogitado para a vice de Mário Couto, caso migre do PSB para o Republicanos.

Na disputa para o Senado, o cenário apresenta forte favoritismo para o atual governador Helder Barbalho (MDB), que registra cerca de 41% das intenções de voto. A segunda vaga, por sua vez, permanece em aberto. O ex-governador Simão Jatene aparece com cerca de 10% a 14%, enquanto o deputado Delegado Éder Mauro (PL) oscila entre 12% e 13%. O ex-ministro Celso Sabino surge com aproximadamente 9% a 13%, e o ex-senador Paulo Rocha registra cerca de 8% a 10%. Já o senador Zequinha Marinho aparece com desempenho mais baixo, variando entre 4% e 7. Outro nome que deverá lançar candidatura, mas não constava das pesquisas é o deputado Joaquim Passarinho (PL).

No cenário nacional, o presidente Lula deve contar com o forte palanque de Hana Ghassan, enquanto Flávio Bolsonaro trabalha para viabilizar a candidatura do ex-senador Mário Couto. Na disputa pelo Senado, a tendência é de que o Podemos perca espaço para o PL ou para o eventual partido ligado a Celso Sabino. Por outro lado, PT e MDB devem manter uma cadeira cada.

PARAÍBA

Na Paraíba, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Veneziano Vital do Rêgo (MDB), em último ano de mandato, será candidato à reeleição, enquanto Efraim Filho, recém filiado ao PL, deve lançar candidatura ao Palácio da Redenção. Já a senadora Daniella Ribeiro (PSD), também em final de mandato, não disputará o pleito.

Na corrida pelo Executivo estadual, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), aparece como favorito, segundo levantamento do Real Time Big Data (dezembro de 2025), com variação entre 31% e 35% das intenções de voto. Na sequência, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) aparece oscilando entre 16% e 20%, enquanto Efraim Filho registra entre 13% e 18%. Por fim, Pedro Cunha Lima (PSD) também surge com cerca de 13%.

Na disputa para o Senado, o atual governador João Azevêdo (PSB) surge como favorito para uma das vagas, com cerca de 30% das intenções de voto. Na sequência, o senador Veneziano Vital do Rêgo aparece com aproximadamente 22%, posicionando-se como principal concorrente pela segunda vaga. Correndo por fora aparecem as candidaturas de Marcelo Queiroga (PL), com cerca de 14%, enquanto Nabor Wanderley (Republicanos) surge com aproximadamente 9%.

Na disputa nacional, o presidente Lula deverá contar com o palanque de Lucas Ribeiro e com parte da chapa de Cícero Lucena, enquanto Flávio Bolsonaro terá o apoio de Efraim Filho. No Senado, o PSD tende a perder uma cadeira para o PSB, ao passo que MDB e PL devem manter um assento cada. Caso o senador Efraim Filho seja eleito governador, seu suplente, André Amaral — atualmente filiado ao União — assumirá o mandato.

PERNAMBUCO

Em Pernambuco, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Humberto Costa (PT) e Fernando Dueire (MDB) devem buscar a reeleição. Já Teresa Leitão (PT), com mandato até 2031, permanece fora do ciclo eleitoral.

Na corrida ao Palácio do Campo das Princesas, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), surge como favorito, segundo levantamento do Real Time Big Data (fevereiro de 2026), variando entre 51% e 55% das intenções de voto. A atual governadora Raquel Lyra (PSD) aparece na segunda colocação, com cerca de 31% a 36%, enquanto Eduardo Moura (Novo) registra aproximadamente 8%.

Na disputa para o Senado, o quadro é mais fragmentado. Caso Marília Arraes (PDT) opte por lançar sua candidatura, será favorita para uma das vagas, variando entre 36% e 41% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha. Na sequência, surge o senador Humberto Costa, variando entre 23% e 26%. Silvio Costa Filho (Republicanos), aparece com cerca de 10% a 21%; Anderson Ferreira (PL) oscila entre 11% e 21%; Miguel Coelho (União) registra entre 18% e 24%; e Eduardo da Fonte (PP) aparece com cerca de 13% a 22%. Outros nomes, como Armando Monteiro (Podemos) e Gilson Machado (Podemos), também surgem com percentuais entre 11% e 16%, dependendo do cenário.

No cenário nacional, o presidente Lula deverá contar com o palanque de João Campos (PSB) e com parte da estrutura da governadora Raquel Lyra, enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta maiores dificuldades e tende a não ter um palanque próprio no estado. Na disputa pelo Senado, o MDB deve perder espaço para o PDT, ao passo que o PT tende a manter suas duas cadeiras.

PIAUÍ

No Piauí, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Ciro Nogueira (PP) e Marcelo Castro (MDB), devem disputar a reeleição. Já Wellington Dias (PT), com mandato até 2031, permanece fora da disputa.

Na corrida ao Palácio de Karnak, o atual governador Rafael Fonteles (PT), segundo levantamento do instituto Atlas Intel (março de 2026) é franco favorito, registrando 57,7% das intenções de voto. Além de Fonteles, aparecem como postulantes a ex-vice-governadora Margareth Coelho (PP), com aproximadamente 14%, Toni Rodrigues (PL), com 7,9%; e, noutro cenário, Joel Rodrigues (PP), com 29,8% dos votos.

Na disputa para o Senado, Marcelo Castro é favorito para permanecer com uma das cadeiras, com cerca de 24,5% das intenções de voto. Na disputa pela segunda cadeira, surgem o deputado Júlio Cesar (PSD), com 17,9%, e Ciro Nogueira, com 17,7%.

No cenário nacional, o presidente Lula deverá contar com o palanque de Rafael Fonteles, enquanto Flávio Bolsonaro ainda busca consolidar apoio partidário, seja por meio de uma candidatura do PP ou do PL. Na disputa pelo Senado, o PP pode perder sua cadeira para o PSD, enquanto PT e MDB tendem a manter um assento cada.

PARANÁ

No Paraná, dos três senadores da bancada, apenas o senador Sérgio Moro, recém filiado ao PL deverá disputar o pleito de 2026. Oriovisto Guimarães (PSDB) não será candidato, enquanto Flávio Arns (PSB) ainda avalia o cenário.

Na corrida ao Palácio Iguaçu, segundo levantamento do Paraná Pesquisas (fevereiro de 2026), o senador Sérgio Moro desponta como favorito, variando entre 40,1% e 47% das intenções de voto. Na sequência, aparecem Requião Filho (PDT), variando entre 20,4% e 26%; Rafael Greca (MDB), com cerca de 19,1%; Alexandre Curi (PSD), com cerca de 11,3%; ou Guto Silva (PSD), com cerca de 5%. O governador Ratinho Jr. optou por permanecer no cargo a fim de alancar a candidatura do candidato a ser indicado pelo PSD.

Na disputa para o Senado, o quadro é mais aberto. O ex-senador Álvaro Dias (MDB) lidera com cerca de 49,6% das intenções de voto, seguido por Alexandre Curi, com aproximadamente 33,7%. Na sequência, aparecem Gleisi Hoffmann (PT), com 24,1%, Filipe Barros (PL), com 23,7%, e Cristina Graeml (União), com 23,1%. Caso Álvaro Dias saia da disputa, Alexandre Curi passa a liderar o pleito com 42,1%, seguido por Filipe Barros, com 34,7%, e Cristina Graeml, com 28,9%. Gleisi Hoffmann aparece com cerca de 27,5%.

No cenário nacional, o presidente Lula deverá contar com a estrutura de Requião Filho, enquanto Flávio Bolsonaro terá o palanque de Sérgio Moro. Na disputa pelo Senado, as vagas atualmente ocupadas por PSB e PSDB passam a ser disputadas principalmente por MDB, PSD e PL. Além disso, caso Sérgio Moro (PL) seja eleito governador, seu suplente, o advogado Luis Felipe Cunha (União), assumirá o mandato.

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, dos três senadores da bancada, apenas Flávio Bolsonaro (PL) desponta como candidato nas eleições de 2026, lançando seu nome à disputa ao Palácio do Planalto. Carlos Portinho (PL), por sua vez, busca pavimentar sua candidatura à reeleição, caso o atual governador do estado, Cláudio Castro (PL), fique inelegível. Já Romário (PL), com mandato até 2031, permanece fora da disputa.

Na corrida ao Palácio Guanabara, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), desponta como franco favorito. Segundo levantamento do Real Time Big Data (março de 2026), Paes lidera com ampla vantagem, variando entre 42% e 46% das intenções de voto. Na sequência, Douglas Ruas (PL) aparece com cerca de 11% a 13%, enquanto André Ceciliano (PT) registra aproximadamente 9% em um dos cenários.

Na disputa para o Senado, o cenário está em aberto para as duas vagas. Caso esteja elegível, o atual governador Cláudio Castro (PL) se mostra competitivo para uma das vagas, alcançando cerca de 23% a 24% das intenções de voto. Na sequência, aparecem diversos candidatos com desempenho relativamente próximo: Marcelo Crivella (Republicanos) registra cerca de 15%; Rodrigo Pimentel, que poderá se filiar ao Novo, aparece entre 12% e 14%; Benedita da Silva (PT) mantém cerca de 12%; Pedro Paulo (PSD), aparece com cerca de 10%, e Márcio Canella (União), figura com aproximadamente 7%.

No cenário nacional, o presidente Lula deverá contar com o apoio de Eduardo Paes, enquanto Flávio Bolsonaro terá o suporte de Douglas Ruas. Na disputa pelo Senado, o PL — que atualmente detém as três cadeiras da bancada fluminense — tende a perder ao menos uma. Entre os principais postulantes à vaga estão Republicanos, PT, PSD e Novo, este último caso Rodrigo Pimentel confirme sua candidatura.

RIO GRANDE DO NORTE

No Rio Grande do Norte, dois dos três senadores da bancada devem disputar o pleito de 2026: Styvenson Valentim (PSDB) e Zenaide Maia (PSD), ambos candidatos à reeleição. Já Rogério Marinho (PL), com mandato até 2031, não disputa nenhum cargo.

Na disputa ao Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Norte, o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União), aparece na liderança das pesquisas, variando entre 36% e 42% das intenções de voto, conforme levantamento do Real Time Big Data (dezembro de 2025). Na sequência, como principal adversário, aparece o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que deverá deixar o Republicanos e se filiar ao PL, com cerca de 17%, enquanto Cadu Xavier (PT) registra aproximadamente 11%.

Na disputa para o Senado, Styvenson Valentim aparece como favorito para uma das cadeiras em disputa, com cerca de 22% das intenções de voto. A segunda cadeira é disputada com grande equilíbrio entre a atual governadora, Fátima Bezerra (PT), que oscila entre 15% e 16%, a senadora Zenaide Maia, que registra entre 13% e 16%; e Carlos Eduardo (PSD), que varia entre 13% e 14%. Já Coronel Hélio Oliveira (PL) surge com cerca de 8%, sem protagonismo direto.

Na disputa nacional, o presidente Lula deverá contar com o palanque estadual liderado pelo atual secretário de Fazenda, Cadu Xavier (PT), enquanto Flávio Bolsonaro terá o apoio de Álvaro Dias. No cenário do Senado, o PL tende a manter uma cadeira, o PSDB aparece como favorito a conquistar outro assento, e a última vaga deve ser disputada por PT, PSD e o próprio PL.

RONDÔNIA

Em Rondônia, dois dos três senadores da bancada podem disputar o pleito de 2026, ambos com mandato até 2027, são eles: Confúcio Moura (MDB), que avalia disputar a reeleição, e Marcos Rogério (PL), que concorrerá ao Palácio Rio Madeira. Já Jaime Bagattoli (PL), com mandato até 2031, permanece fora da disputa.

Na corrida pelo governo estadual, segundo pesquisa Real Time Big Data (dezembro de 2025), Marcos Rogério (PL) e Adaílton Fúria (PSD), aparecem empatados com cerca de 23% das intenções de votos, seguidos por Hildon Chaves (PSDB), com aproximadamente 16%. Em alguns cenários, o nome do ex-governador Ivo Cassol (PP) também é testado, com cerca de 22% a 23% das intenções de voto.

Na disputa para o Senado, o quadro também é fragmentado, sem liderança isolada. O atual governador, Coronel Marcos Rocha (PSD), que despontava como favorito para uma das cadeiras, optou por abrir mão da disputa. Entre os principais postulantes as duas cadeiras no Senado, temos: os deputados Fernando Máximo (PL) e Silvia Cristina (PP), ambos com 21% das intenções de voto, Bruno Scheid (PL), com aproximadamente 16%; e Confúcio Moura com cerca de 14%.

No cenário nacional, o presidente Lula ainda busca consolidar um palanque no estado, enquanto Flávio Bolsonaro deverá contar com o apoio de Marcos Rogério. Na disputa pelo Senado, o PL pode conquistar duas ou até três cadeiras, sendo uma delas em disputa direta com o PP; e a outra em disputa com o MDB.

RORAIMA

Em Roraima, dos três senadores da bancada, apenas um avalia disputar o pleito de 2026: Chico Rodrigues (PSB), que poderá buscar a reeleição. Enquanto Roberta Acioly (Republicanos), que assumiu o mandato após a ida de Mecias de Jesus ao TCE-RR, e Hiran Gonçalves (PP), com mandato até 2031, não pretendem disputar o pleito desse ano.

Na corrida ao Palácio Senador Hélio Campos, segundo levantamento do instituto Real Time Big Data do final de 2025, a ex-prefeita Teresa Surita (MDB) surge com cerca de 42% das intenções de voto, contra 33% de Edilson Damião (Republicanos). Também são cogitados os nomes de Soldado Sampaio (Republicanos), com cerca de 11%, e Juscelino Kubitschek Pereira (PT), com aproximadamente 6%.

Na eleição para o Senado, o governador Antônio Denarium (PP) aparece com aproximadamente 24%. O prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL), que inicialmente aparecia na disputa ao governo, também deverá ter candidatura competitiva. Na sequência, aparecem Romero Jucá (MDB), com aproximadamente 14%, Chico Rodrigues com cerca de 13%, e Nicoletti, recém filiado ao PL, com cerca de 5%.

No cenário nacional, o presidente Lula ainda busca organizar seu palanque no estado, enquanto Flávio Bolsonaro pode contar com o apoio de Teresa Surita. Na disputa pelo Senado, PSB e Republicanos correm o risco de perder assentos, especialmente diante do avanço de candidaturas do PL, do PP e do MDB.

RIO GRANDE DO SUL

No Rio Grande do Sul, dos três senadores da bancada, apenas Luis Carlos Heinze (PP) pretende ser candidato nas eleições desse ano, postulando o cargo de vice-governador na chama de Luciana Zucco (PL) ao Palácio Piratini. O veterano senador Paulo Paim (PT), que está em final de mandato, poderá se aposentar da vida pública, enquanto Hamilton Mourão (Republicanos), com mandato até 2031, permanece fora da disputa.

Na corrida pelo governo estadual, segundo levantamento do Real Time Big Data (março de 2026), o deputado Luciano Zucco (PL) aparece com ligeiro favoritismo, variando entre 31% e 36% das intenções de voto. Na sequência, há disputa acirrada pelo segundo lugar. Juliana Brizola (PDT) aparece entre 24% e 30%, enquanto Edegar Pretto (PT) oscila entre 19% e 27%, a depender do cenário. Gabriel Souza (MDB) registra entre 13% e 17%.

Na disputa para o Senado, o cenário é bastante fragmentado. Há empate técnico entre quatro candidatos: o atual governador Eduardo Leite (PSD), a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL), e os deputados Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL), todos com 16%. Na sequência aparecem Paulo Pimenta (PT) com 13%, e o ex-governador Germano Rigotto (MDB) com cerca de 11%.

Na disputa nacional, o presidente Lula poderá contar com o palanque de Edegar Pretto ou de Juliana Brizola, a depender do arranjo partidário. Já o senador Flávio Bolsonaro deve ter o suporte da candidatura de Luciano Zucco.

Na corrida pelo Senado, o Republicanos tende a manter uma cadeira, enquanto PP e PT podem perder seus atuais assentos. Nesse cenário, despontam como principais postulantes às duas vagas o PSD, o PL, o PSOL e o Novo.

SANTA CATARINA

Em Santa Catarina, dos três senadores da bancada, apenas Esperidião Amin (PP) deverá disputar as eleições, concorrendo à reeleição. Ivete da Silveira (MDB), em final de mandato, e Jorge Seif (PL), com mandato até 2031, permanecem fora da disputa.

Na corrida ao Centro Administrativo do Governo de Santa Catarina, o atual governador Jorginho Mello (PL) desponta como favorito à reeleição, beneficiado pela posição de incumbente e pela força política do campo conservador no estado. A oposição ainda não apresenta um nome consolidado, sendo o PSD o principal polo de articulação alternativa, com possibilidades como João Rodrigues, Júlia Garcia, Napoleão Bernardes e Raimundo Colombo. Por outro lado, no campo da esquerda, Décio Lima (PT) ou Gelson Merísio (SD), articulam uma candidatura ao governo.

Na disputa ao Senado, os levantamentos do Real Time Big Data (dezembro de 2025) indicam forte protagonismo do PL para as duas vagas em disputa. Carlos Bolsonaro (PL) aparece liderando, com intenções de voto entre 21% e 27%, enquanto Carol de Toni (PL), varia entre 18% e 24%. Esperidião Amin (PP) mantém competitividade, com desempenho entre 14% e 21%. Já Décio Lima (PT) aparece com cerca de 14% a 15%. Outros nomes, como Tânia Ramos (PSOL), Carlos Chiodini (MDB) e Clésio Salvaro (PSD), apresentam percentuais menos competitivos.

No cenário nacional, o presidente Lula poderá contar com o palanque liderado por Décio Lima ou Gelson Merísio, enquanto Flávio Bolsonaro terá o suporte da candidatura de Jorginho Mello.

Na disputa pelo Senado, a tendência é de fortalecimento do PL, que, além da cadeira que já possui, pode conquistar as duas vagas em disputa, alcançando três assentos. PP e PT aparecem como alternativas, correndo por fora por uma das vagas.

SERGIPE

Em Sergipe, os dois senadores em final de mandato deverão disputar a reeleição, são eles: Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT). Já Laércio Oliveira (PP), com mandato até 2031, permanece fora da disputa.

Na corrida ao Palácio Museu Olímpio Campos, segundo levantamento do Real Time Big Data (novembro de 2025), o atual governador Fábio Mitidieri (PSD) aparece com grande favoritismo, com intenções de voto variando entre 46% e 50%. Seu principal adversário deverá sair do grupo político liderado pelo PL, que possui o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, e a prefeita de Aracaju, Emília Fernandes, com principais expoentes. O grupo poderá apoiar o atual vice-prefeito da capital, Ricardo Marques (Cidadania). O nome de Marques não foi testado, mas poderá herdar parte das intenções de voto dos prefeitos, que apareciam nas simulações com 33% e 26%, respectivamente. Na perspectiva de uma terceira via, surgem os nomes do deputado Thiago de Joaldo (PP), que aparece com 26%; e do ex-senador Eduardo Amorim (PSDB), que registra aproximadamente 28%.

Na disputa ao Senado, o cenário é altamente fragmentado. Rodrigo Valadares, recém filiado ao PL, e Edvaldo Nogueira (PDT) aparecem na liderança, ambos com cerca de 14% das intenções de voto. Na sequência, Eduardo Amorim (PSDB) registra aproximadamente 12%, seguido por André Moura (União), com 11%. Os atuais senadores Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT), além de Márcio Macêdo (PT), aparecem com cerca de 9%. Coronel Rocha (PL), que também poderá lançar candidatura ao Senado, não figurou na referida pesquisa.

Na disputa nacional, o presidente Lula deverá contar com o suporte da candidatura do atual governador Fábio Mitidieri, enquanto Flávio Bolsonaro busca estruturar uma candidatura de oposição por meio de Ricardo Marques.

Na corrida pelo Senado, o PP tende a manter um assento, enquanto PT e MDB enfrentam dificuldades para renovar suas atuais cadeiras. Nesse cenário, ganham força como principais adversários nomes ligados ao PL, PDT, PSDB e União.

SÃO PAULO

Em São Paulo, dos três senadores da bancada paulista, apenas Mara Gabrilli (PSD) deverá participar das eleições desse ano, buscando uma cadeira na assembleia legislativa do estado. Por sua vez, Alexandre Giordano (MDB), em final de mandato, e Marcos Pontes (PL), com mandato até 2031, devem permanecer fora da disputa.

Na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo pesquisa Datafolha (março de 2026), desponta como franco favorito, com 44% a 46% das intenções de voto. O agora ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece como principal concorrente, com 28% a 31%. Outros nomes, como Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão), apresentam desempenhos residuais, entre 4% e 6%.

Na disputa pelo Senado, o cenário é altamente competitivo. No campo governista, Guilherme Derrite (PL) deverá disputar uma das vagas, ao lado de um entre quatro pré-candidatos do próprio partido — Renato Bolsonaro, Mário Frias, Coronel Mello Araújo ou Marco Feliciano. Pela oposição no estado, quatro nomes se colocam na disputa pelas duas cadeiras: Simone Tebet, que pode migrar do MDB para o PSB e até alterar seu domicílio eleitoral; Geraldo Alckmin (PL); Márcio França (PSB); e Marina Silva (REDE). Correndo por fora, Ricardo Salles (Novo) também se apresenta como alternativa.

No plano nacional, o presidente Lula deverá contar com o palanque de Fernando Haddad, enquanto Flávio Bolsonaro terá o apoio de Tarcísio de Freitas. Na corrida pelo Senado, o PL tem assegurada uma cadeira, ao passo que PSD e MDB tendem a perder seus atuais assentos. Para as vagas em disputa, em um cenário acirrado, é possível que PL e PSB conquistem uma vaga cada.

TOCANTINS

No Tocantins, os três senadores da bancada devem disputar as eleições de 2026. Irajá (PSD) e Eduardo Gomes (PL), ambos em final de mandato, serão candidatos à reeleição. Já Professora Dorinha Seabra (União), com mandato até 2031, será candidata ao Palácio Araguaia.

Na disputa pelo Executivo, segundo levantamento do Real Time Big Data (novembro de 2025), a senadora Dorinha Seabra aparece com 33% a 42% das intenções de voto. O principal adversário é Laurez Moreira (PSD), com 24% a 30%, dependendo do cenário. Outros nomes aparecem mais distantes, como Amélio Cayres (Republicanos), com 11%, e Ataídes Oliveira (Novo), com até 8%. Além disso, o deputado Vicentinho Jr., recém filiado ao PSDB, que não figurava no levantamento, poderá surgir como força na disputa.

Na disputa pelo Senado, o atual governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) seria favorito a uma das cadeiras caso decidisse concorrer. Contudo, tudo indica que não participará do pleito neste ano. Nesse cenário, Eduardo Gomes (PL) desponta como principal nome, com cerca de 25% das intenções de voto. Na sequência, aparecem Carlos Gaguim (União), com 15%, Alexandre Guimarães (MDB), com aproximadamente 12%, e Irajá, com cerca de 11%. Não estaria descartado, por outro lado, uma candidatura avulsa de Amélio Cayres, pelo Republicanos ou MDB.

Na disputa nacional, o presidente Lula ainda busca estruturar um palanque no estado, enquanto Flávio Bolsonaro deverá contar com o apoio de Dorinha Seabra. Na corrida pelo Senado, o União tende a conquistar duas cadeiras, incluindo a atualmente ocupada pelo PSD, enquanto o PL deve manter um assento. Caso Dorinha Seabra seja eleita governadora, sua suplente, a ex-prefeita de Arapoema Lucineide Parizi Freitas, conhecida como Professora Lu (União), assumirá o mandato.

[1] Advogado, jornalista e analista político, é sócio-diretor da Consillium Soluções Institucionais e Governamentais.

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